Preservação Digital

19 a 23 de outubro de 2015 (carga horária: 40 horas)

USP, FFCLRP, Campus de Ribeirão Preto – São Paulo

Grupo en Facebook: https://www.facebook.com/groups/wspreservacaoifla2015/

Série de Vídeos: https://goo.gl/wcnnaS

APRESENTAÇÃO

No Brasil, como em todos os demais países, profissionais de informação têm sido confrontados cotidianamente com uma crescente necessidade de manter disponíveis e acessíveis seus acervos e registros em meio eletrônico, o que lhes exige atualização constante.

Nesse contexto é que o Ministério da Educação, Cultura e Esporte da Espanha, por meio da Subdireção Geral de Coordenação Bibliotecária em colaboração com a Universidade de São Paulo, em especial com o Curso de Ciências da Informação e da Documentação e Biblioteconomia do Departamento de Educação, Informação e Comunicação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto e sob a coordenação da Seção da América Latina e Caribe da IFLA, lançam o workshop Preservação Digital que ocorrerá de 19 a 23 de outubro de 2015 na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.

O workshop tem como foco programas de preservação dirigidos a iniciativas de digitalização realizadas em bibliotecas brasileiras tanto para conversão de ativos analógicos em recursos digitais como na preservação de ativos nato digitais. Da mesma forma, entendendo as bibliotecas como agentes fundamentais de políticas públicas de ciência e tecnologia (eScience), tem-se o interesse em abordar fortemente estratégias de Preservação Digital aplicada aos “open data” considerando que estes envolvem uma ação mais proativa tanto nas bibliotecas públicas quanto nas acadêmicas. Todo esse conjunto de propostas, leva a articulação de uma agenda coberta de distintos tópicos que percorrem a discussão de normas, padrões de metadados, protocolos nacionais e internacionais e, principalmente, planejamento das atividades de preservação digital, envolvendo o ciclo completo da curadoria digital, diagnose e planificação de sistemas com foco na preservação de ativos digitais e desenho de modelos de Gestão de Risco.

Duas preocupações fundamentais perpassam pela organização desse workshop:

1) reunir profissionais já iniciados em ações de digitalização para que, durante uma semana, aprofundem conhecimentos, troquem experiências, sejam criativos e inovadores e, principalmente partícipes da criação de conteúdos de boas práticas e de fontes de referência para futuros interessados no tema.

2) formar agentes multiplicadores[1] que possam reproduzir, em efeito cascata, a formação aqui recebida em seus respectivos postos de origem. Tal preocupação se respalda nas recomendações fundamentais da Charter on the Preservation of the Digital Heritage, adotada durante a 32ª Conferência Geral da Unesco, ocasião em que os países signatários da Carta tomaram a decisão de promover uma recomendação universal sobre a divulgação dos princípios da preservação do patrimônio digital.

Número de vagas: 20

Público alvo: profissionais (bibliotecários, analistas de sistemas e/ou outros perfis) atuando em projeto de digitalização e/ou de preservação (como responsáveis ou colaboradores) com a participação de biblioteca preferencialmente de instituição não privada (pública, escolar ou universitária).

Inscrição:  gratuita. Possibilidade de hospedagem na Casa de Hospede, Campus USP em Ribeirão Preto.

Documentação necessária:

A solicitação de participação se fará por email a iflalac.webinar@gmail.com com os seguintes documentos:

1) Carta de apresentação e justificativa do interessado em participar do workshop, indicando seu compromisso e proposta de futuras ações de multiplicação e desdobramentos visando levar os conhecimentos adquiridos no workshop a outros profissionais de sua instituição ou região no prazo máximo de 12 meses.

2) Autorização do pedido assinada pelo responsável da instituição de vínculo do solicitante, justificando o interesse e motivos para participar, bem como o compromisso institucional com o seguimento do projeto após o término do workshop;

3) Resumo do projeto de digitalização e/ou preservação digital em desenvolvimento;

4) Biografia profissional do participante –  no máximo 2 páginas com indicação dos conhecimentos e habilidades referente ao tema da digitalização e/ou preservação digital.

4) Fotocopia do diploma universitário do participante.

6) Declaração de participação da biblioteca no projeto assinada pela chefia da respectiva biblioteca.


Seleção dos candidatos
Serão considerados, especialmente, o potencial de aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos no workshop no projeto institucional em desenvolvimento, a proposta e compromisso de multiplicação do referido workshop em seus locais de trabalho e/ou região.

Datas importantes:

– 13 de setembro de 2015: encerramento das inscrições – PRORROGADO ATÉ 18 de setembro de 2015
– 20 de setembro de 2015: divulgação dos selecionados
– 01 de outubro de 2015: envio de comprovação da participação (passagem aérea ou reserva hotel)
– 18 de outubro de 2015: recepção de boas vindas (19h30)
– 19 a 23 de outubro de 2015: workshop (8h30 as 17h30)

Docentes
– Prof. Dra. Gema Bueno, Universidad Carlos III de Madrid (España)
– Prof. Dr. Marcos Galindo Lima, Diretor de Cultura da UFPE, Universidade Federal de Pernambuco (Brasil)

Coordenação geral
– Profa. Dra. Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, FFCLRP/USP de Ribeirão Preto e Membro Comitê Permanente da IFLA LAC, sueli.ferreira@gmail.com
– Bibliotecária  Belén Martínez González, Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria,Ministerio de Educación, Cultura y Deporte, España, belen.martinez@mecd.es

 Comissão local
– Profa. Dra. Sueli Mara Soares Pinto Ferreira – USP/FFCLRP
– Profa. Dra. Ieda Pelógia Martins Damian – USP/FFCLRP
– Bibliotecária Rachel Lione – Biblioteca Central do Campus de Ribeirão Preto/USP 

Apoio:   IBICT. Rede Cariniana.

[1] Os participantes do workshop são encorajados a atuar em suas comunidades como multiplicadores dos princípios da preservação de conteúdos digitais. Espera-se que os agentes multiplicadores, assumam uma posição protagonista empenhando-se em promover o intercâmbio de experiências junto a outros profissionais de informação, realizem cursos e palestras de conscientização sobre os riscos e vulnerabilidades do conhecimento registrado em meio digital.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  1. A tecnologia e os humanos

1.1    A tecnologia
1.1.1 Homo faber: fabricante de ferramentas
1.1.1.1  As ferramentas técnicas
1.1.1.2  As ferramentas lógicas
1.2   Os instrumentos e a função social
1.3   A tecnologia e o digital
1.4   A natureza, o gênero e  o status do conhecimento
1.4.1 O digital como um estado do conhecimento
1.4.2 Propriedades do estado digital do conhecimento
1.4.3 O conceito de interface no documento digital
1.4.4 Vantagens e vulnerabilidades das interfaces digitais
1.4.5 Ameaças aos estoques digitais

  1. A Memória como objeto de trabalho de bibliotecários,  arquivistas e museólogos

2.1   Memória e a condição de registro
2.1.1 O registro e a natureza pretérita (condição de memoria)
2.2   A gestão da memória versus a gestão do conhecimento
2.2.1 A Curadoria dos registros digitais
2.2.2 As Humanidades Digitais
2.2.3 A Complexidade e os Sistemas Memoriais

 

  1. Preservação da memória digital

3.1   Fundamentos da preservação digital
3.1.1 Necessidade
3.1.2 Finalidade e alcance da preservação digital
3.2   A natureza do objeto: fundos digitalizados e nato digitais
3.3   Âmbitos de aplicação da preservação digital
3.3.1 Acervos documentais em bibliotecas e arquivos
3.3.2 Gestão eletrônica de documentos
3.3.3 Gerenciamento de dados científicos
3.3.4 Arquivo da web
3.3.5 Arquivo digital pessoal
3.3.6 Outros âmbitos
3.4   Principais barreiras na preservação digital

 

  1. Bons ancestrais

4.1   Preservando registros digitais
4.2   Diagnóstico de sistemas memoriais
4.3   Definindo os fatores de risco
4.3.1 Dimensão física
4.3.2 Dimensão lógica
4.3.3 Dimensão organizativa e politica
4.3.4 Dimensão conceptual
4.4   Definindo o valor do risco
4.5   Analise preliminar do risco
4.5.1 Entendendo os resultados do diagnóstico do risco
4.5.2 O Teorema de Pareto aplicado à preservação digital
4.5.3 A probabilística de Pascal e Fermat aplicada ao gerenciamento do risco em estoques digitais
4.6   Gerenciando o risco
4.7   Minimizando o risco
4.7.1 O princípio da Previdência
4.7.2 O princípio da Redundância
4.7.2.1 A redundância na natureza
4.7.2.2 A redundância na cultura humana

  1. Atividades e ações de preservação digital

5.1   A importância dos manifestos internacionais e nacionais
5.1.1 Carta para a Preservação do Patrimônio Digital da UNESCO
5.1.2 Carta para a Preservação do Patrimônio Arquivistico Digital (CONARQ)
5.2   As politicas de preservação digital
5.3   A análise das propriedades significativas dos objetos digitais
5.4   Estabelecimento de um programa de preservação digital
5.5   As estratégias técnicas de preservação digital
5.5.1 Preservação de tecnologia
5.5.2 Refrescamento
5.5.3 Emulação
5.5.4 Migração para suportes analógicos
5.5.5 Atualização de versões
5.5.6 Conversão para formatos concorrentes
5.5.7 Adesão a padrões
5.5.8 Migração a pedido
5.5.9  Migração distribuída
5.5.10 Encapsulamento
5.5.11 Identificadores persistentes
5.5.12 Arqueologia digital
5.5.13 Pedra da Roseta Digital
5.5.14 Metadados de preservação
5.6   Gerenciamento ativo de recursos digitais

  1. Padrões e modelos em preservação digital

6.1   OAIS (Open Archival Information System)
6.1.1 Modelo conceptual de OAIS: as entidades
6.1.2 Modelo funcional OAIS: papéis e tarefas
6.1.3 Modelo de informação OAIS
6.1.4 Pacotes de informação: SIP, AIP, DIP
6.2   Níveis em Preservação Digital – The National Digital Stewardship Alliance (NDSA)
6.3   Formatos de padrão de arquivo
6.4   Identificadores persistentes
6.5   Esquemas de metadados
6.5.1 Metadados descritivos: MARC, MODS, Dublin Core, VRA Core…
6.5.2 Metadados structurais: METS, XMP.
6.5.3 Metadados tecnicos: EXIF, NISO MIX, MPEG7, TextMD…
6.5.4 Metadados legais: METSRights,
6.5.5 Metadados de preservaçao: PREMIS

 

  1. Ferramentas e serviços para a preservação digital

7.1   Identificação e validação de formatos
7.2   Extração e ediçao de metadados
7.3   Sistemas de preservação digital
7.4   Serviços de preservação digital
7.5   Sistemas de repositório digital

 

  1. Auditoria e certificação de repositórios

8.1   O padrão ISO 16363:201 para auditoria e certificação de repositórios
8.2   DRAMBORA (Digital Repository Audit Method Based on Risk Assessment)